ATIVIDADE 2.5
ALUNA: MARIJANE RAMOS
SAMPAIO
TUTORA: MARTA RAQUEL
FERREIRA XAVIER
A célula vegetal típica é eucariótica
(apresenta um núcleo definido), autotrófica (produz sua própria fonte
energética) e fotossintética (usa a luz para produzir moléculas orgânicas). As
células vegetais têm cloroplastos e parede celular (estrutura que recobre a
membrana plasmática) feita de celulose.
2) O que diferencia as células animais
das vegetais?
Enquanto as células vegetais são
eucarióticas, autotróficas, fotossintéticas e têm cloroplastos e parede
celular, as células animais são eucarióticas, heterotróficas e não apresentam
cloroplasto ou parede celular.
3) As plantas têm tecido organizado e
órgãos especializados?
A plantas tem órgãos especializados
(como os órgãos reprodutivos, as raízes, os galhos e as folhas) e diferentes
tecidos (tecido vascular em traqueófitas, tecido de suporte, parênquima, etc.).
4) Em quais são sub-reinos estão
divididas as plantas?
As plantas são divididas em dois
grandes sub-reinos: as briófitas e as traqueófitas (pteridófitas, gimnospermas
e angiospermas). O critério de divisão é a presença ou ausência de tecido de
condução de seiva.
5) Qual é a diferença entre briófitas e
traqueófitas?
A briófitas são plantas não
vasculares (musgos, hepáticas e antóceros), ou seja, não apresentam um sistema
condutor de açúcar, água e nutrientes. As traqueófitas são plantas vasculares,
elas têm estas estruturas de transporte.
6) Quais são os quatro principais
grupos de estudo das plantas?
Em Botânica, o reino Plantae é
dividido em briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.
7) Qual é a diferença entre as plantas
criptógamas e fanerógamas?
As plantas criptógamas (sexo
escondido, em grego) são aquelas que não têm flores ou sementes. Elas reúnem-se
entre briófitas e pterodófitas.
As plantas fanerógamas são aquelas
que apresentam sementes. Elas reúnem-se entre gimnospermas e angiospermas.
8) Quais são as duas divisões entre as
angiospermas?
As angiospermas são divididas em
monocotiledôneas e dicotiledôneas.
9) Quais são os três ciclos de vidas
básicos estudados na Biologia? Qual deles corresponde a metagênese ou
alternância de gerações? Qual deles é o ciclo de vida representante dos seres
humanos?
A reprodução sexual pode acontecer em
três diferentes tipos de ciclo de vida: o haplobionte-haplonte (um único tipo
de ser vivo haploide durante o ciclo de vida); haplobionte-haplonte (um único
tipo de ser vivo diploide durante o ciclo de vida); e o diplobionte (dois tipos
de seres distintos, um haploide e outro diploide durante um ciclo de vida). O
ciclo diplobionte é conhecido como alternância de gerações, ou metagênese. Em
humanos, reconhecemos o ciclo de vida haplobionte-diplonte.
10) O que são, respectivamente, meiose
zigótica, meiose gamética e meiose espórica?
A meiose zigótica é aquela que ocorre
em ciclos haplobionte-haplonte. Os gametas produzidos por cada indivíduo adulto
haploide são produzidos por mitose e ao se encontrar, produzem um zigoto
diploide. Este zigoto entra em meiose e gera quatro células haploides que por
mitose se desenvolvem em novos indivíduos adultos.
A meiose gamética é aquela em que os
gametas são produzidos através de meiose, isto é, células haploides que vão se
unir para formar um zigoto. Ela ocorre nos ciclos haplobionte-diplonte em que
cada indivíduo adulto é um ser diploide.
A meiose espórica acontece na
alternância de gerações. Neste ciclo de vida as células do indivíduo diploide
(chamado de esporófito) entram em meiose para formar os esporos que não se unem
a outros para formar um novo indivíduo adulto. Os esporos germinam e crescem
por mitoses seguidas formando indivíduos haploides (chamados de gametófitos).
Neste ciclo de vida, os gametas são produzidos por mitose a partir das células
do gametófito.
11) Os gametas sempre são produzidos
por meiose?
No ciclo de vida das plantas
(diplobionte) e no ciclo haplobionte-haplonte, os gametas são produzidos por
mitose e não meiose. Obviamente, em algum estágio deste ciclo de vida sexual, a
meiose tem que ocorrer.
12) Por que o ciclo de vida das plantas
é conhecido como alternância de gerações?
O ciclo de vida das plantas é
conhecido como alternância de gerações porque é este ciclo em que há duas
formas diferentes de indivíduos adultos que se alternam, um haploide e outro
diploide. A alternância de geração, também conhecido como ciclo diplobionte,
não ocorre somente em plantas, mas também em outros seres vivos como os
cnidários, por exemplo.
13) Para cada tipo de ciclo de vida
qual é a respectiva ploidia (se apresenta os cromossomos aos pares ou não) que
um indivíduo adulto apresenta?
No ciclo haplobionte-haplonte, a
única forma de vida encontrada é haploide. No ciclo haplobionte-diplonte, a
forma de vida é diploide (apresenta cromossomo homólogo em par). No ciclo
diplobionte, as formas de vida alternam entre formas intermediárias de indivíduos
haploides (gametófitos) e diploides (esporófitos).
14) As plantas apresentam somente
reprodução sexual?
Existem formas de reprodução assexuada entre as plantas. Algumas
conseguem se reproduzir ao usar alguns órgão separados como raízes, galhos ou
folhas desenvolvendo um indivíduo completamente novo. A reprodução assexuada
pode ser feita de forma artificial com mudas e enxertos.
Antonio Camilo Pessoa
Arribaçã
Tony Gálvez
Arribação ou avoante
Ou ribaçã - ave parecida com uma
codorna, que aparece em revoada no Sertão, muito apreciada pelos caçadores.
Arribaçãs ou avoantes
Por: Severino Mendes de Azevedo
Júnior
As
arribaçãs ou avoantes, também denominadas de pombas-do-sertão devido a sua
distribuição geográfica, consistem em uma subespécie de columbídeo que ocorre
na caatinga do Nordeste e no Arquipélago de Fernando de
Noronha.
O tipo foi classificado a partir do exemplar capturado em Fernando de Noronha, recebendo então, o nome científico de Zenaida auriculata noronha (Chubb, 1819), para o nível subespecífico. A espécie ocorre praticamente em todo o Brasil, sendo a raça do Sudeste uma praga nas plantações de soja em São Paulo e no Paraná, utilizando a cana-de-açúcar como abrigo para a reprodução e a soja para a alimentação, causando assim, danos às culturas. Na região de Córdoba, Argentina, a subespécie é praga da agricultura do sorgo. A raça nordestina movimenta-se sazonalmente pelo centro-oeste do Nordeste, com áreas de reprodução no sertão do São Francisco, Pajeú, Moxotó, Araripe, Seridó, Inhamuns, Jaguaribe, dentre outros.
O tipo foi classificado a partir do exemplar capturado em Fernando de Noronha, recebendo então, o nome científico de Zenaida auriculata noronha (Chubb, 1819), para o nível subespecífico. A espécie ocorre praticamente em todo o Brasil, sendo a raça do Sudeste uma praga nas plantações de soja em São Paulo e no Paraná, utilizando a cana-de-açúcar como abrigo para a reprodução e a soja para a alimentação, causando assim, danos às culturas. Na região de Córdoba, Argentina, a subespécie é praga da agricultura do sorgo. A raça nordestina movimenta-se sazonalmente pelo centro-oeste do Nordeste, com áreas de reprodução no sertão do São Francisco, Pajeú, Moxotó, Araripe, Seridó, Inhamuns, Jaguaribe, dentre outros.
Trata-se de aves migratórias e
cinegéticas, adaptadas às condições ambientais do semi-árido, sendo de hábito
alimentar granívoro e generalista, com reprodução colonial. Sua postura mostra
geralmente 2 ovos com ninhos rasos, sobretudo no chão, e ocasionalmente
suspensos. As áreas de reprodução são chamadas de pombais e podem atingir mais
de cinco quilômetros de extensão. O período reprodutivo vai de fevereiro a
agosto no centro oeste do Nordeste. Utilizam para a forragem espécies nativas
de áreas naturais como marmeleiros e velames (Croton sp), bamburrá (Blainville
rhomboidea), pinhão (Jatropha mutabilis), dentre outros. Em áreas antrópicas,
podem-se alimentar de grãos oriundos de culturas agrícolas a exemplo de milho,
sorgo, soja etc. No que tange as suas importâncias ecológica e social, essas
aves são consumidas freqüentemente pelos sertanejos, se tornando uma fonte
protéica animal de excelente qualidade para a população rural. Essa tradução
alimentar é incompatível com a atual legislação ambiental, que é flexível
quando se comprova o estado de pobreza do indivíduo caçador.
No passado, essas pombas-do-sertão
constituíram uma das poucas fontes de proteína animal em anos de seca. A caça
de comercialização e a amadorística na época reprodutiva, constituem-se em um
dos maiores problemas para sua conservação. Os caçadores matam os adultos,
filhotes e pisoteiam os ovos, provocando uma grande destruição. A caça fora do
período reprodutivo é uma realidade na região do Seridó em municípios da
Paraíba e do Rio Grande do Norte. Os caçadores utilizam armadilhas (sangras)
construídas com varas de marmeleiro (Croton), utilizam o milho como isca e
capturam de 10 a 12 indivíduos em cada sangra. Alguns caçadores possuem mais de
500 armadilhas. O comércio é realizado nas feiras livres, bares e restaurantes.
Informações recentes vêm registrando
a ocorrência das arribaçãs em áreas anteriormente não utilizadas pela
subespécie na região. Esse acontecimento, inicialmente, foi verificado no Rio
Grande do Norte, durante a seca de 1993, onde alguns bandos utilizaram os
canaviais para a realização da postura. Recentemente, em julho/agosto de 1998,
foi observada a ocorrência de pombais em canaviais do Rio Grande do Norte e
Paraíba, como também a presença de bandos sobrevoando a zona da mata Norte de
Pernambuco. No período de 1997 a 1999, a região Nordeste atravessou mais um
período de seca, onde os efeitos do "El Niño" provocaram uma das
maiores estiagens. Possivelmente, essa redução de chuvas alterou os ciclos
reprodutivos das plantas que participam da dieta dessas pombas-do-sertão,
provocando, então, a colonização de um agro ecossistema anteriormente não
utilizado no Nordeste. Os pombais levam de 60 a 70 dias, desde o início da
postura até a revoada dos filhotes. O período de postura nos canaviais em julho
e agosto foi bem próximo da colheita da cana-de-açúcar, que geralmente ocorre
no início de setembro. Habitualmente, a colheita é precedida de uma queimada,
fato esse, preocupante, já que os efeitos do fogo dizimam este recurso.
No entanto, as ocorrências não são
ainda alarmantes; porém, inquietantes. Duas hipóteses devem ser consideradas:
as arribaçãs estão modificando os seus hábitos em função das secas? A
modificação de seus hábitos está relacionada com a ação antrópica na caatinga?
A presença de Zenaida auriculata noronha nos canaviais poderá acarretar perda
do recurso, devido, sobretudo, às queimadas. A subespécie poderá, também, se
adaptar ao novo ecossistema que vem colonizando, causando alguns transtornos
para a agricultura, principalmente quanto à possibilidade de se tornar praga.
Os canaviais do Nordeste são excelentes abrigos para a reprodução. Os pastos do
entorno com suas sementes e as culturas de milho e feijão servem como fontes
alimentares para a subespécie, propiciando, assim, um ambiente ideal para sua
proliferação. Um maior investimento nos estudos ambientais do semiárido poderá
minimizar alterações ecológicas, sobretudo porque a restauração do ambiente
implicaria em um custo mais elevado.
*
Severino Mendes de Azevedo Júnior é professor adjunto do Departamento de
Biologia da UFRPE
Spilanthes acmella
Descrição : Planta da família das Asteraceae. Também
conhecida como abecedária, agrião-bravo, agrião-do-brasil, agrião-do-norte,
agrião-do-pará, botão-de-ouro, erva-maluca, jabuaçú, jaburama, jamaburana,
mastruço, nhambu. Erva tenra e suculenta, de sabor picante, quase sem cheiro.
Cresce nos córregos ou quaisquer lugares úmidos. Possui folhas ovais, pequenas
e flores brancas.
Parte utilizada: Flores, folhas, raízes.
Princípios Ativos: óleo essencial, saponinas, espilantina,
afinina, espilantol, filosterina, colina e triterpenóides.
Propriedades medicinais: Anestésica local, antifúngica, anti-séptica,
antiviral, diurético (folhas), estimulante do sistema imunológico.
Indicações: purgativo (raiz), dor de dente (botão da
flor), problemas de pele (folhas), desinteria, anestésica local, bactericida,
cálculo vesical, coqueluche, defluxo, distúrbio estomacal, fraqueza, mordida de
cão, picada de cobra, tosse, tuberculose pulmonar, alergia, candidíase, herpes
simples, gengivite.
Contra-indicações/cuidados: em excesso, pode provocar aborto, em virtude de sua
forte ação sobre útero feminino.
Modo de usar : Sob a forma de saladas ou chás de cerca de 4 gramas
em um copo de água fervente.
Estudos preliminares sobre as
atividades antiinflamatória e analgésica de acmella Spilanthes em modelos
animais experimentais. VERSÃO ORIGINAL EM INGLÊS
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