sexta-feira, 1 de agosto de 2014


ATIVIDADE 2.5
ALUNA: MARIJANE RAMOS SAMPAIO
TUTORA: MARTA RAQUEL FERREIRA XAVIER

1) Quais são as principais características do Reino Plantae?
A célula vegetal típica é eucariótica (apresenta um núcleo definido), autotrófica (produz sua própria fonte energética) e fotossintética (usa a luz para produzir moléculas orgânicas). As células vegetais têm cloroplastos e parede celular (estrutura que recobre a membrana plasmática) feita de celulose.

2) O que diferencia as células animais das vegetais?
Enquanto as células vegetais são eucarióticas, autotróficas, fotossintéticas e têm cloroplastos e parede celular, as células animais são eucarióticas, heterotróficas e não apresentam cloroplasto ou parede celular.

3) As plantas têm tecido organizado e órgãos especializados?
A plantas tem órgãos especializados (como os órgãos reprodutivos, as raízes, os galhos e as folhas) e diferentes tecidos (tecido vascular em traqueófitas, tecido de suporte, parênquima, etc.).

4) Em quais são sub-reinos estão divididas as plantas?
As plantas são divididas em dois grandes sub-reinos: as briófitas e as traqueófitas (pteridófitas, gimnospermas e angiospermas). O critério de divisão é a presença ou ausência de tecido de condução de seiva.

5) Qual é a diferença entre briófitas e traqueófitas?
A briófitas são plantas não vasculares (musgos, hepáticas e antóceros), ou seja, não apresentam um sistema condutor de açúcar, água e nutrientes. As traqueófitas são plantas vasculares, elas têm estas estruturas de transporte.

6) Quais são os quatro principais grupos de estudo das plantas?
Em Botânica, o reino Plantae é dividido em briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.

7) Qual é a diferença entre as plantas criptógamas e fanerógamas?
As plantas criptógamas (sexo escondido, em grego) são aquelas que não têm flores ou sementes. Elas reúnem-se entre briófitas e pterodófitas.
As plantas fanerógamas são aquelas que apresentam sementes. Elas reúnem-se entre gimnospermas e angiospermas.

8) Quais são as duas divisões entre as angiospermas?
As angiospermas são divididas em monocotiledôneas e dicotiledôneas.

9) Quais são os três ciclos de vidas básicos estudados na Biologia? Qual deles corresponde a metagênese ou alternância de gerações? Qual deles é o ciclo de vida representante dos seres humanos?
A reprodução sexual pode acontecer em três diferentes tipos de ciclo de vida: o haplobionte-haplonte (um único tipo de ser vivo haploide durante o ciclo de vida); haplobionte-haplonte (um único tipo de ser vivo diploide durante o ciclo de vida); e o diplobionte (dois tipos de seres distintos, um haploide e outro diploide durante um ciclo de vida). O ciclo diplobionte é conhecido como alternância de gerações, ou metagênese. Em humanos, reconhecemos o ciclo de vida haplobionte-diplonte.

10) O que são, respectivamente, meiose zigótica, meiose gamética e meiose espórica?
A meiose zigótica é aquela que ocorre em ciclos haplobionte-haplonte. Os gametas produzidos por cada indivíduo adulto haploide são produzidos por mitose e ao se encontrar, produzem um zigoto diploide. Este zigoto entra em meiose e gera quatro células haploides que por mitose se desenvolvem em novos indivíduos adultos.
A meiose gamética é aquela em que os gametas são produzidos através de meiose, isto é, células haploides que vão se unir para formar um zigoto. Ela ocorre nos ciclos haplobionte-diplonte em que cada indivíduo adulto é um ser diploide.
A meiose espórica acontece na alternância de gerações. Neste ciclo de vida as células do indivíduo diploide (chamado de esporófito) entram em meiose para formar os esporos que não se unem a outros para formar um novo indivíduo adulto. Os esporos germinam e crescem por mitoses seguidas formando indivíduos haploides (chamados de gametófitos). Neste ciclo de vida, os gametas são produzidos por mitose a partir das células do gametófito.

11) Os gametas sempre são produzidos por meiose?
No ciclo de vida das plantas (diplobionte) e no ciclo haplobionte-haplonte, os gametas são produzidos por mitose e não meiose. Obviamente, em algum estágio deste ciclo de vida sexual, a meiose tem que ocorrer.

12) Por que o ciclo de vida das plantas é conhecido como alternância de gerações?
O ciclo de vida das plantas é conhecido como alternância de gerações porque é este ciclo em que há duas formas diferentes de indivíduos adultos que se alternam, um haploide e outro diploide. A alternância de geração, também conhecido como ciclo diplobionte, não ocorre somente em plantas, mas também em outros seres vivos como os cnidários, por exemplo.

13) Para cada tipo de ciclo de vida qual é a respectiva ploidia (se apresenta os cromossomos aos pares ou não) que um indivíduo adulto apresenta?
No ciclo haplobionte-haplonte, a única forma de vida encontrada é haploide. No ciclo haplobionte-diplonte, a forma de vida é diploide (apresenta cromossomo homólogo em par). No ciclo diplobionte, as formas de vida alternam entre formas intermediárias de indivíduos haploides (gametófitos) e diploides (esporófitos).

14) As plantas apresentam somente reprodução sexual?
Existem formas de reprodução assexuada entre as plantas. Algumas conseguem se reproduzir ao usar alguns órgão separados como raízes, galhos ou folhas desenvolvendo um indivíduo completamente novo. A reprodução assexuada pode ser feita de forma artificial com mudas e enxertos.
Antonio Camilo Pessoa
Arribaçã
Tony Gálvez
Arribação ou avoante
Ou ribaçã - ave parecida com uma codorna, que aparece em revoada no Sertão, muito apreciada pelos caçadores.
FonteDicionário de MatutêsMarcos Nunes Costa,  Editora FASA.
Arribaçãs ou avoantes
Por: Severino Mendes de Azevedo Júnior
As arribaçãs ou avoantes, também denominadas de pombas-do-sertão devido a sua distribuição geográfica, consistem em uma subespécie de columbídeo que ocorre na caatinga do Nordeste e no Arquipélago de Fernando de Noronha.

O tipo foi classificado a partir do exemplar capturado em Fernando de Noronha, recebendo então, o nome científico de Zenaida auriculata noronha (Chubb, 1819), para o nível subespecífico. A espécie ocorre praticamente em todo o Brasil, sendo a raça do Sudeste uma praga nas plantações de soja em São Paulo e no Paraná, utilizando a cana-de-açúcar como abrigo para a reprodução e a soja para a alimentação, causando assim, danos às culturas. Na região de Córdoba, Argentina, a subespécie é praga da agricultura do sorgo. A raça nordestina movimenta-se sazonalmente pelo centro-oeste do Nordeste, com áreas de reprodução no sertão do São Francisco, Pajeú, Moxotó, Araripe, Seridó, Inhamuns, Jaguaribe, dentre outros.
Trata-se de aves migratórias e cinegéticas, adaptadas às condições ambientais do semi-árido, sendo de hábito alimentar granívoro e generalista, com reprodução colonial. Sua postura mostra geralmente 2 ovos com ninhos rasos, sobretudo no chão, e ocasionalmente suspensos. As áreas de reprodução são chamadas de pombais e podem atingir mais de cinco quilômetros de extensão. O período reprodutivo vai de fevereiro a agosto no centro oeste do Nordeste. Utilizam para a forragem espécies nativas de áreas naturais como marmeleiros e velames (Croton sp), bamburrá (Blainville rhomboidea), pinhão (Jatropha mutabilis), dentre outros. Em áreas antrópicas, podem-se alimentar de grãos oriundos de culturas agrícolas a exemplo de milho, sorgo, soja etc. No que tange as suas importâncias ecológica e social, essas aves são consumidas freqüentemente pelos sertanejos, se tornando uma fonte protéica animal de excelente qualidade para a população rural. Essa tradução alimentar é incompatível com a atual legislação ambiental, que é flexível quando se comprova o estado de pobreza do indivíduo caçador.
No passado, essas pombas-do-sertão constituíram uma das poucas fontes de proteína animal em anos de seca. A caça de comercialização e a amadorística na época reprodutiva, constituem-se em um dos maiores problemas para sua conservação. Os caçadores matam os adultos, filhotes e pisoteiam os ovos, provocando uma grande destruição. A caça fora do período reprodutivo é uma realidade na região do Seridó em municípios da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Os caçadores utilizam armadilhas (sangras) construídas com varas de marmeleiro (Croton), utilizam o milho como isca e capturam de 10 a 12 indivíduos em cada sangra. Alguns caçadores possuem mais de 500 armadilhas. O comércio é realizado nas feiras livres, bares e restaurantes.
Informações recentes vêm registrando a ocorrência das arribaçãs em áreas anteriormente não utilizadas pela subespécie na região. Esse acontecimento, inicialmente, foi verificado no Rio Grande do Norte, durante a seca de 1993, onde alguns bandos utilizaram os canaviais para a realização da postura. Recentemente, em julho/agosto de 1998, foi observada a ocorrência de pombais em canaviais do Rio Grande do Norte e Paraíba, como também a presença de bandos sobrevoando a zona da mata Norte de Pernambuco. No período de 1997 a 1999, a região Nordeste atravessou mais um período de seca, onde os efeitos do "El Niño" provocaram uma das maiores estiagens. Possivelmente, essa redução de chuvas alterou os ciclos reprodutivos das plantas que participam da dieta dessas pombas-do-sertão, provocando, então, a colonização de um agro ecossistema anteriormente não utilizado no Nordeste. Os pombais levam de 60 a 70 dias, desde o início da postura até a revoada dos filhotes. O período de postura nos canaviais em julho e agosto foi bem próximo da colheita da cana-de-açúcar, que geralmente ocorre no início de setembro. Habitualmente, a colheita é precedida de uma queimada, fato esse, preocupante, já que os efeitos do fogo dizimam este recurso.
No entanto, as ocorrências não são ainda alarmantes; porém, inquietantes. Duas hipóteses devem ser consideradas: as arribaçãs estão modificando os seus hábitos em função das secas? A modificação de seus hábitos está relacionada com a ação antrópica na caatinga? A presença de Zenaida auriculata noronha nos canaviais poderá acarretar perda do recurso, devido, sobretudo, às queimadas. A subespécie poderá, também, se adaptar ao novo ecossistema que vem colonizando, causando alguns transtornos para a agricultura, principalmente quanto à possibilidade de se tornar praga. Os canaviais do Nordeste são excelentes abrigos para a reprodução. Os pastos do entorno com suas sementes e as culturas de milho e feijão servem como fontes alimentares para a subespécie, propiciando, assim, um ambiente ideal para sua proliferação. Um maior investimento nos estudos ambientais do semiárido poderá minimizar alterações ecológicas, sobretudo porque a restauração do ambiente implicaria em um custo mais elevado.
* Severino Mendes de Azevedo Júnior é professor adjunto do Departamento de Biologia da UFRPE


Spilanthes acmella
Descrição : Planta da família das Asteraceae. Também conhecida como abecedária, agrião-bravo, agrião-do-brasil, agrião-do-norte, agrião-do-pará, botão-de-ouro, erva-maluca, jabuaçú, jaburama, jamaburana, mastruço, nhambu. Erva tenra e suculenta, de sabor picante, quase sem cheiro. Cresce nos córregos ou quaisquer lugares úmidos. Possui folhas ovais, pequenas e flores brancas.
Parte utilizada: Flores, folhas, raízes.
Princípios Ativos: óleo essencial, saponinas, espilantina, afinina, espilantol, filosterina, colina e triterpenóides.
Propriedades medicinais: Anestésica local, antifúngica, anti-séptica, antiviral, diurético (folhas), estimulante do sistema imunológico.
Indicações: purgativo (raiz), dor de dente (botão da flor), problemas de pele (folhas), desinteria, anestésica local, bactericida, cálculo vesical, coqueluche, defluxo, distúrbio estomacal, fraqueza, mordida de cão, picada de cobra, tosse, tuberculose pulmonar, alergia, candidíase, herpes simples, gengivite.
Contra-indicações/cuidados: em excesso, pode provocar aborto, em virtude de sua forte ação sobre útero feminino.
Modo de usar : Sob a forma de saladas ou chás de cerca de 4 gramas em um copo de água fervente.


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