HISTÓRIA DO BEIJO
Historiadores não conseguiram definir a época exata em que o beijo se tornou sinônimo de demonstração de carinho. Se na Grécia Antiga homens já trocavam beijos em sinal de respeito, aqui no Brasil, no século 18, as demonstrações de carinho passavam bem longe da boca. 
Mas e o beijo de língua? Essa variação nós herdamos dos franceses, e a expressão só surgiu depois de 1920. Mas mesmo sendo uma das maiores demonstrações de carinho e paixão, o hábito pode ser um grande vilão para a saúde bucal. O ato movimenta 29 músculos e queima aproximadamente 12 calorias, mas em apenas um beijo duas pessoas trocam, em média, 250 bactérias e podem transmitir ou contrair doenças.
A saliva é o meio de transporte dessas doenças e a boca acaba sendo um ambiente propício para a proliferação de bactérias, com temperatura e quantidade de luz adequadas para isso. A professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas Sandra Kalil Bussadori (CROSP 40596) destaca a gripe como o mal mais recorrente que pode ser transmitido ao beijar. “Várias doenças respiratórias são transmitidas através do contato com as secreções do doente, incluindo a gripe. Isso pode se dar através de tosses, espirros e beijos” destaca.
Outro problema muito comum transmitido com esse tipo de contato é a herpes. O infectologista da Universidade Federal de São Paulo Paulo Olzon Monteiro da Silva (CREMESP 19.035) afirma que ela é uma das doenças que podem não se manifestar instantaneamente após a pessoa adquirir o vírus. “As vezes ela já nem lembra quando pegou, pois a ferida só se manifesta quando a imunidade está baixa”, esclarece Paulo Olzon. 
A candidíase, popularmente conhecida como sapinho, é uma infecção que se manifesta pela presença em excesso do fungo causador da doença na boca. Ela também aparece quando estamos com a imunidade muito baixa e faz parte das doenças que podem ser transmitidas através do beijo. Paulo Ozoni esclarece que o fungo do sapinho fica no organismo sem que seja percebido. Portanto a pessoa pode não lembrar de quem contraiu quando a enfermidade se manifestar.
A mononucleose é a mais famosa “doença do beijo”. Transmitida pela saliva de pessoas infectadas, tem no mal estar e na dor de cabeça seus principais sintomas e, por isso, costuma ser confundida com uma simples gripe.
A professora Sandra Kalil lembra que toda a pessoa doente deve ter em mente a importância de não transmitir sua doença para as pessoas de seu convívio. Primeiro, é indicado procurar um médico para tratar o problema, depois os beijos estão liberados. Ela reforça que existem milhares de bactérias na boca que são inofensivas. Ou, mais do que isso: elas nos protegem e contribuem para manter o equilíbrio e a saúde do organismo. O problema maior é descuidar da higiene. “Deixar de escovar os dentes na frequência indicada ou não usar fio dental faz com que as bactérias se acumulem e favoreçam o aparecimento de outras bactérias que são nocivas à saúde bucal, aumentando as chances de cárie, gengivite e perda do dente em casos mais graves” afirma Kalil.
Fornecido por Cartola
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